quinta-feira, 24 de setembro de 2009

MELANCOLIA




Sala vazia; espaço grande.

Paredes que olham e percebem o vácuo, o deserto.

Choro.

Alguém perguntaria: " Por que as lágrimas?"

Não haveria respostas porque as lágrimas falam por si.

Um lenço aparece e refresca o rosto; disfarça o sofrimento.

O riso se reestabelece. Um riso triste, discreto, calculado.

Não serve para nada. Não serve para mim.

A figura amiga e calma serve apenas para os de fora.

A de dentro sabe, entende, compreende o incompreensível.

Saio pela porta.

As paredes se despedem.

Continuam lisas e brancas.

Continuam tristes e caladas.

"Até, paredes"...



(Bethânia Santos - julho/08)


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