
Sala vazia; espaço grande.
Paredes que olham e percebem o vácuo, o deserto.
Choro.
Alguém perguntaria: " Por que as lágrimas?"
Não haveria respostas porque as lágrimas falam por si.
Um lenço aparece e refresca o rosto; disfarça o sofrimento.
O riso se reestabelece. Um riso triste, discreto, calculado.
Não serve para nada. Não serve para mim.
A figura amiga e calma serve apenas para os de fora.
A de dentro sabe, entende, compreende o incompreensível.
Saio pela porta.
As paredes se despedem.
Continuam lisas e brancas.
Continuam tristes e caladas.
"Até, paredes"...
(Bethânia Santos - julho/08)


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